
Uma fiscalização conjunta a pedido do Ministério Público Estadual (MPPI), foi realizada pelo CRM-PI, no último dia 24 de março, no Hospital Regional Deolindo Couto, no município de Oeiras, sul do Estado. Lá várias irregularidades foram detectadas. À frente dos trabalhos esteve o vice-presidente do CRM-PI, Dr. Raimundo Nogueira de Sá.
No relatório de vistoria já entregue aos gestores do hospital e da Secretário de Estado da Saúde (Sesapi), consta que no hospital não há o médico auxiliar nos procedimentos cirúrgicos, de modo que, em caso de intercorrência com o médico cirurgião, o paciente ficará desassistido. Foi mencionado ao CRM-PI que, em alguns casos, as cirurgias podem ser auxiliadas por estudantes de medicina, em geral do sexto período, que não tem o devido preparo para essa função de auxiliar.
Foi mencionada a falta de CPAP e da incubadora de transporte, itens já cobrados há mais de dois anos, mas sem resultado. O hospital carece de insumos básicos, tais como roupas de cama, as quais estão sendo trazidas pelos pacientes de suas casas; foi mencionado que faltam aventais hospitalares para os internados que aguardam a realização de suas cirurgias, lacres numerados para os carrinhos de emergência e papel para enxugar as mãos.
Pacientes queixaram da higienização das enfermarias e relataram que costumam aparecer baratas, o que foi contra-argumentado pela diretora do hospital, que informou ter havido dedetização recentemente e que os banheiros das enfermarias são higienizados mais de uma vez por dia.
Verificou-se que uma paciente aguardava por uma bolsa de sangue desde o dia 20 de março, ou cerca de quatro dias, para poder ser operada. Constatou-se que um paciente internado na enfermaria 8, entre 10 e 12 dias, recebeu seu laudo com diagnóstico em 23 de janeiro e aguardava a regulação para Teresina desde então, ou seja, dois meses de espera. A demora, dessa forma, compromete a eficácia do tratamento do paciente e possibilidade de melhora.
CRM-PI