Na tarde desta quarta-feira (02), no plenário do CRM Piauí, foi realizada uma reunião com representantes de várias instituições para buscar soluções para os principais problemas nas maternidades de Teresina, principalmente sobre a falta de ultrassonografistas 24 horas e também nos finais de semana, sobre a falta de atendimento integral por médicos obstetras e sobre os problemas na regulação estadual e municipal quanto a serviços da obstetrícia. A reunião foi conduzida pelo presidente do CRM-PI, Dr. João Moura Fé.
Estiveram presentes gestores da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, entre os quais a presidente da Fundação, Leopoldina Cipriano, médicos e gestores das maternidades D. Evangelina Rosa (gerida pelo Estado), e as maternidades do município: a do Satélite, do Buenos Aires, do Promorar e do CIAMCA, esta que está sob indicativo de interdição ética pelo CRM-PI há quase 50 dias, por notificações feitas em várias fiscalizações, no que tange à falta de médicos ultrassonografistas nos finais de semana.
A boa notícia da reunião é que Leopoldina Cipriano garantiu o retorno de 19 ultrassonografistas, lotados na FMS, que estavam atuando em regime de home office, para voltarem ao serviço presencial. Segundo ela, os especialistas serão lotados nas maternidades, cobrindo as escalas em aberto. Assim, espera-se que o problema seja resolvido, de forma definitiva.
Pelo CRM-PI, participaram os seguintes conselheiros: a secretária-geral, Drª Aura Brandão, o 1º secretário, Dr. Caetano Cortez Filho, Dr. Atêncio Queiroga, Dr. Adélman Villa, Dr. Marcos Moraes e Dr. Yousef Aguiar.
A reunião foi acompanhada também por representantes dos principais órgãos de Justiça. Para a mesa do plenário, foram convidados o juiz federal Dr. Adonias Carvalho, representando o Comitê de Saúde do TJ Piauí e do Tribunal Regional Federal (TRF); o Dr. Marcelo Monteiro, promotor de Justiça da 29ª Promotoria de Saúde de Teresina; o Dr. Patrício Noé da Fonseca, procurador da República, representando o MPF, e a promotora de Justiça, Drª Karla Carvalho.
ENCAMINHAMENTOS
Também teve como encaminhamento – para cumprimento dos gestores do município e da Sesapi – que haja um atendimento das gestantes em todos os níveis por obstetras e não apenas quando houver intercorrências, ou seja, desde a porta de entrada das pacientes nas maternidades. A promotora Karla Carvalho, que acompanha a situação da saúde no Piauí e coordena o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Caods) do MPPI, informou que mesmo nos chamados riscos habituais é necessário que haja acompanhamento médico, e não somente por enfermeiros obstétricos, seja nas maternidades do município, quanto do Estado, incluindo a Maternidade D. Evangelina Rosa.
Também foi solicitado um empenho maior dos gestores na Atenção Básica de Saúde, no sentido de um melhor acompanhamento do pré-natal das gestantes, o que diminuiria as gestações de risco, e como consequência reduziria as internações, incluindo em unidades de terepia intensiva, bem como reduções de óbitos de gestantes e recém nascidos.

Por ASCOM CRM-PI
Jornalista responsável: Márcia Cristina S. Rocha
Ramal CRM-PI – (86) 3216-6119