Após uma grave situação de violência, na madrugada desta quinta-feira (26), envolvendo pacientes internados numa ala de enfermaria do Hospital Areolino de Abreu, situado no bairro Marquês, na zona norte de Teresina, a qual culminou com a morte de um dos pacientes do sexo masculino. Representantes do CRM-PI estiveram nas dependências do hospital, nesta manhã. A constatação é que há pouca segurança e péssimas condições estruturais do hospital.
Por volta das 2 horas dessa madrugada, dois pacientes com distúrbios psiquiátricos internados em uma enfermaria do Hospital Areolino de Abreu mataram por asfixia um outro paciente e, na sequência, tentaram atear fogo em colchão no banheiro do local. Após a fumaça se espalhar, os agentes auxiliares chegaram ao local, mas a vítima já havia falecido.
O presidente do CRM-PI, Dr. João Moura Fé, o vice-presidente, Dr. Raimundo Sá, e o médico fiscal, Dr. Juarez Holanda, vistoriaram várias alas do hospital. O caso não envolveu pacientes oriundos do sistema prisional.
“Nós constatamos que o Hospital está com obras de reforma paradas e com de execução de apenas 25%. A unidade se encontra em péssimas condições estruturais, sem segurança armada, contando apenas com segurança patrimonial e agentes auxiliares, que atendem aos pacientes. Vamos notificar a Secretarial de Saúde do Estado e solicitar providências, para que haja mais segurança para os médicos, demais profissionais de saúde e para os pacientes”. O CRM-PI observou também que não há enfermeiro no hospital durante o turno da noite e poucos médicos para a assistência e prescrição dos pacientes internados.
Já foi instaurado um inquérito policial para apurar todas as circunstâncias do crime. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou a extinção dos manicômios psiquiátricos do país e da política antimanicomial do Governo Federal, com vistas a extinguir os manicômios, transferindo as pessoas internadas e que cumprem medidas de segurança para os hospitais psiquiátricos, que não contam com estrutura física e de pessoal treinado (policiais) para o tratamento de pessoas com distúrbio psiquiátrico em medida de segurança determinada pela Justiça. A responsabilidade do Ministério da Justiça foi transferida para o Ministério da saúde. Essa medida preocupa os profissionais da saúde e instituições, como o Conselho Federal de Medicina e os CRMs.
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