O CRM-PI continua o trabalho de levantamento geral das Unidades Básicas de Saúde de Teresina, que são mais de 90. Na zona sudeste da capital mais duas foram fiscalizadas nos últimos dias e flagrados muitos problemas, como falta de medicamentos essenciais que são distribuídos à população para tratamento e controle de problemas de pressão arterial, dores, entre outros, também problemas na estrutura física das unidades e falta de insumos e um ponto alarmante é a violência e insegurança em uma delas.
Na UBS Ivan Sobral Filho, no bairro Novo Horizonte, sob a coordenação do conselheiro Dr. Alexandre-Vitor Tapety, foram relatados dois episódios de violência em frente à Unidade, sendo um assassinato e uma tentativa a um funcionário, o agente de portaria, que foi baleado durante a noite e também relato de ameaças. Espera-se que a Fundação Municipal de Saúde de Teresina proteja funcionários e a população também fornecendo melhor segurança ao local.
Além disso, na farmácia faltam algumas medicações básicas, ácido valpróico 250mg, fenobarbital 40mg/ml, prometazina 25mg, entre outros. Somente há antiparasitário albendazol para crianças, dipirona só há em gotas e falta o anti-hipertensivo losartana. A Unidade possui alguns problemas estruturais, como buracos e infiltrações no forro do teto, mofo em parede e janela quebrada. Relatou-se falta de material para curativo, como gaze, e material para citologia. Costuma faltar, também, luvas de procedimentos, lâminas de bisturi, de modo que alguns pacientes precisam comprar.
Faltam receituários comuns e fichas de encaminhamentos e de solicitações de exames. Neste cenário, os profissionais tiram xerox dos originais, a fim de dar continuidade ao atendimento. Faltam também cadernetas de gestantes, não há lancetas para usar o glicosímetro e o sonar da unidade não está em boas condições, apresentando imprecisão nos exames, de acordo com o que foi relatado.
Na UBS Dr. Carlos Alberto Cordeiro, no bairro Dirceu Arcoverde II, estruturalmente, a Unidade conta com uma série de problemas, buracos nos tetos, infiltrações, ar condicionado com vazamento. Foram feitas queixas quanto à carência de materiais de trabalho, tais como receituário comum e formulário de prescrição de medicação controlada, situação que a FMS já tem ciência, segundo informado.
Faltam cadeiras para acompanhantes e não há impressora nos consultórios, além do desabastecimento da farmácia que não tem suprido a demanda da comunidade, não havendo alguns medicamentos necessários ou o abastecimento é insuficiente. Verificou-se a ausência de Losartana (anti-hipertensivo), sinvastatina de 10mg e 20mg, omeprazol, dipirona em comprimido, carbamazepina e ácido valpróico. Não houve o recebimento de benzetacil durante este mês de janeiro.
